Semáforo sonoro para deficientes visuais: Como funciona?

Para os deficientes visuais, fazer atividades simples como atravessar a rua pode ser um grande desafio. Por isso, o semáforo sonoro para deficientes visuais permite uma travessia segura para pessoas com mobilidade reduzida.

A acessibilidade no trânsito permite a garantia da utilização igualitária da via pública por todos. Assim, os órgãos governamentais possuem a obrigação de pensar em políticas que seja voltada para pessoas que possuem algum tipo de dificuldade.

Como exemplo dessas políticas estão o acesso com rampas em calçadas para cadeirantes, instalação de piso tátil para deficientes visuais, vagas de estacionamento para deficientes e idosos, isenção tributária para uma pessoa com deficiência física adquirir um veículo e entre outras.

O semáforo sonoro para deficientes visuais se inclui nessas políticas, já que se constitui em um aparelho que emite sons instalado no poste de semáforo para pedestres na calçada para a melhor orientação do pedestre.

A seguir, vamos falar sobre como este dispositivo facilita a travessia de deficientes visuais e pessoas com mobilidade reduzida.

semáforo sonoro para deficientes visuais

Como funciona a emissão de sons do semáforo sonoro


Antes de fazer a travessia, o equipamento emite sons de “bip-bip” para indicar que a travessia pode ser feita com segurança. Quando o tempo de travessia está terminando, o aviso sonoro fica mais acelerado.

Dessa forma, o pedestre é avisado que naquele momento o mais indicado é que espere para que o sinal feche novamente para a travessia de pedestres.

Se não há sons, o indicativo é que o semáforo está aberto para os veículos e fechado para os pedestres.

Semáforos sonoros vão ser obrigatórios em todo o Brasil


Por enquanto, os semáforos sonoros ainda são raros nas ruas e até mesmo inexistentes em muitas cidades. Mas, em breve esse cenário vai mudar.

Em todo país, os semáforos sonoros devem ser instalados em vias públicas de grande circulação de acordo com Resolução Nº 704 do Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN) até o dia 31 de dezembro de 2019.

Esta resolução estabelece padrões e critérios para a sinalização semafórica, uniformizando os sinais sonoros, visuais, vibratórios e modos de utilização do equipamento e está em conformidade com a Lei 10.098, de 19 de dezembro de 2000.

A Lei diz que diz que os semáforos para pedestres que dão acesso a serviços de reabilitação ou que estão instalados em vias de grande circulação devem, obrigatoriamente, ser equipados com um mecanismo que emita sinal sonoro que possa ser utilizado para a orientação dos pedestres.

O semáforo com sinal sonoro deverá conter uma botoeira, que é um dispositivo que emite sinais sonoros, visuais e vibratórios, como localização advertência e instruções para auxiliar a travessia dos pedestres, em especiais os deficientes visuais.

A Resolução considera que o trânsito em condições segura é um direito de todos, sendo responsabilidade das entidades e órgãos que fazem parte do Sistema Nacional de Trânsito.

Além de oferecer mais segurança e autonomia para os pedestres com deficiência visual, a medida está de acordo com a Lei Brasileira da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência).

A padronização e uniformização deste tipo de sinalização é uma ação importante, pois vai permitir com que o deficiente visual tenha a plena certeza de como o equipamento precisa ser acionado quando precisar fazer uma travessia em via de grande circulação em qualquer cidade do país.

Neste sentido, o semáforo sonoro para deficientes visuais terá a função de informar os períodos de verde, vermelho intermitente (quando falta pouco tempo para o sinal abrir para os carros) e vermelho fixo dos semáforos de pedestres e devem seguir o disposto na resolução.

Como vimos, a instalação deste semáforo é uma necessidade de acessibilidade pela qual todas as cidades brasileiras vai ter que se adaptar nos próximos anos para que a travessia dos deficientes visuais seja mais segura e consciente.

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